DA FAVELA PARA O BRASIL: COMO BRUNO BLACK TRANSFORMOU LIVROS EM ARMA SOCIAL E ESTÁ MUDANDO DESTINOS
DA FAVELA PARA O BRASIL: COMO BRUNO BLACK TRANSFORMOU LIVROS EM ARMA SOCIAL E ESTÁ MUDANDO DESTINOS
Por: Nilson Carvalho
Papo de Artista Bahia – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
Quarta-feira tem Papo de Artista Bahia ao vivo. E não é apenas mais uma entrevista. É um encontro com a prova viva de que cultura não é gasto — é investimento social.
Estamos falando de Bruno Black.
Morador da Comunidade do Fumacê, em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, ele não esperou política pública bater à sua porta. Ele fez da própria casa um quartel-general da literatura. São 30 livros publicados. Quase 50 prêmios. Turnês pelo Brasil. Bienais. Saraus lotados. E uma frase que ecoa como um grito de libertação:
“Se tens um dom, seja!”
Mas o que isso significa na prática para o povo?
Significa jovem da periferia virando autor.
Significa saúde mental sendo debatida através do best seller #Tarja Preta.
Significa moradores da favela indo para a Bienal como escritores, não como espectadores.
Significa geração de renda com dignidade através da arte.
Enquanto muitos reclamam da falta de oportunidades, Bruno criou oportunidades. Reformou sua própria casa com o dinheiro dos livros e fundou o “Clube de Palavras”, abrindo espaço para novos autores periféricos. Transformou sala em palco. Favela em biblioteca. Sonho em profissão.

Ele foi homenageado como Liderança Negra que movimenta a economia do RJ, abriu bibliotecas no projeto FAVELIVRO, é destaque no Ler Festival do Leitor e tem como madrinha artística a gigante da MPB Zélia Duncan.
Agora a pergunta que precisa ser feita é simples e direta:
👉 Se um artista da periferia consegue movimentar cultura, economia e autoestima com livros…
👉 Por que o poder público ainda trata cultura como algo secundário?
Cultura previne violência.
Cultura gera renda.
Cultura salva vidas.
Ignorar isso custa caro — e quem paga é o povo.
Na próxima quarta-feira, ao vivo, o Papo de Artista Bahia vai além da biografia. Vamos discutir impacto social, responsabilidade pública e o poder transformador da literatura.
Porque quando a favela escreve sua própria história, ninguém mais apaga.
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Você acha que isso está certo?
O silêncio também mata.
Foto: Jornalista Nilson Carvalho
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