DA PERIFERIA DAS QUADRAS AO TOPO DO BRASIL: JOVENS DA BAHIA PROVAM QUE O FUTURO NASCE NA BASE

DA PERIFERIA DAS QUADRAS AO TOPO DO BRASIL: JOVENS DA BAHIA PROVAM QUE O FUTURO NASCE NA BASE

DA PERIFERIA DAS QUADRAS AO TOPO DO BRASIL: JOVENS DA BAHIA PROVAM QUE O FUTURO NASCE NA BASE
DA PERIFERIA DAS QUADRAS AO TOPO DO BRASIL: JOVENS DA BAHIA PROVAM QUE O FUTURO NASCE NA BASE (Foto: Reprodução)

Enquanto muitos ainda discutem o futuro da juventude, um grupo de jovens baianos decidiu escrever o seu próprio destino dentro de quadra. A equipe masculina de basquete do Colégio Marista Salvador acaba de conquistar o título da Série Cobre dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) Sub-18, em Brasília — e essa vitória vai muito além de um troféu.

É sobre oportunidade.

É sobre investimento.

É sobre acreditar na base.

Representando a Bahia, os alunos-atletas venceram a equipe do Distrito Federal em uma final eletrizante, decidida nos detalhes: 53 a 51. Um jogo que exigiu não só técnica, mas cabeça fria, disciplina e coragem — valores que muitas vezes faltam fora das quadras, mas que ali transbordaram.

Mesmo após uma fase inicial desafiadora, o time não se abateu. Foi direcionado para a Série Cobre e, ao invés de enxergar como rebaixamento, transformou em combustível. Cresceu, evoluiu e mostrou que quem persiste, vence — dentro e fora do esporte.

Segundo o técnico Edson Trindade, o diferencial esteve na maturidade do grupo:

“Na final, conseguimos controlar o ritmo e tomar decisões importantes nos momentos decisivos.”

Mas a pergunta que fica é maior do que o jogo:

👉 Quantos talentos existem hoje na Bahia sem acesso a esse tipo de oportunidade?

Porque quando há estrutura, incentivo e acompanhamento, o resultado aparece. Essa conquista escancara uma verdade que muita gente prefere ignorar: a base funciona — quando é levada a sério.

Desde 2024, esses jovens vêm acumulando conquistas, participações nacionais e experiências fora do estado. Em 2025, mantiveram o ritmo com títulos e boas campanhas. Agora, em 2026, consolidam esse trabalho com uma vitória nacional.

Isso não é sorte.

Isso é processo.

E aqui entra o olhar social que não pode ser ignorado:

o esporte salva, educa, disciplina e abre caminhos. Mas sem investimento contínuo, tudo isso vira exceção — quando deveria ser regra.

A vitória do Marista Salvador é motivo de orgulho, sim. Mas também é um alerta:

o que está sendo feito para que outros jovens tenham a mesma chance?

Eu não nasci para ser conivente.

Nasci para confrontar, para despertar, para libertar.

“Quem se cala diante do risco, assume a responsabilidade pelo dano.”

💬 Comente, compartilhe e levante essa discussão.

👉 Você acha que isso está certo?

O silêncio também mata.

Por Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

Por: Nilson Carvalho

Foto: Internet

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